sexta-feira, 7 de maio de 2010

Meus amigos

Meus amigos

Meus amigos são assim
Não me pedem favores
Não me cobram afetos
Não me desagradam
Meus amigos são assim
Não me negam favores
Devotam a mim afetos sinceros
Aceitam aqueles defeitos
que eu teimo em não reconhecer em mim

Assim sou com meus amigos
Não lhes pago favores
Não lhes devolvo afetos
Não lhes faço agrados
Não lhes anulo a doce virtude
De se permitirem ser meus amigos...
É demonstração de lealdade
E lealdade é inegociável
Não exige troca
Mas lhes retribuo de coração
Com a gratidão d’alma

(Revisão feita em 23 Maio 2010)

quinta-feira, 25 de março de 2010

MULHER-CIDADã: TâNIA LOPES MURI

Em sessão solene, realizada no plenário da Alerj , a educadora Tânia Lopes Muri recebeu o título de Mulher-Cidadã Leolinda de Figueiredo Daltro, instituído pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Selecionadas entre mais de 500 indicações, dez mulheres do estado do Rio de Janeiro foram escolhidas pela comissão, pela contribuição prestada por elas, em suas áreas de atuação, na defesa dos direitos das mulheres. Este ano, a Comissão decidiu também homenagear, em caráter especial, a Ministra Nilcea Freire por seu relevante trabalho a frente da Secretaria Especial de Política para as Mulheres. A condecoração faz parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher, que completa 100 anos.


A sessão foi presidida pela deputada Inês Pandelo, que convidou para integrarem à mesa a Drª Maria Margarida Pressburguer (da OAB), a Juíza Adriana Ramos de Melo - 1º Juizado de Violência Domestica e Familiar contra a Mulher, o Desembargador Murta Ribeiro e a Srª Cecília Teixeira Soares - presidente do Conselho Nacional de Direito da Mulher/CEDIM, mais as deputadas Sula do Carmo, Alice Tamboryndeguy e Cida Diogo (que ocupou a cadeira reservada ao defensor público José Raimundo). ^


Mulheres-Cidadãs deste ano são as senhoras Arlanza Maria Rodrigues Rebello (Niterói), Ana Paula Oliveira Diniz (Belfort Roxo), Bertha Mendes De Souza (Rio De Janeiro), Inice Leandra Cosendey Lopes (Barra Mansa), Joselice Aleluia Cerqueira De Jesus (Teresópolis), Leila Gomes F. De Azevedo (Rio De Janeiro), Magna Almeida De Souza (Volta Redonda), Maria Do Carmo Aguiar - Lia (Angra Dos Reis), Nilma Soares Barros (Resende) e Tânia Catarina Lopes do Nascimento Muri (Articulação das Mulheres de Cabo Frio).


A educadora com a mãe, Maria do Carmo Lopes do Nascimento.

domingo, 27 de setembro de 2009

São os que vieram em Setembro

UM DIA DE DOMINGO

Dona Maria do Carmo, matriarca dos Lopes Nascimento, reuniu a família para uma múltipla comemoração: o aniversário dos que vieram em Setembro. O cardápio e a data eram os que o patriarca aprovaria se vivo fosse. Dia 20, não por ser seu aniversário, mas o Dia do Gaúcho, e ainda, data da proclamação da Revolução Farroupilha, reafirmação do sentimento de resistência, de liberdade e patriotismo, marco da história e formação política do Rio Grande do Sul, donde a família é oriunda.

Aos aniversariantes, Ailto ( 1º setembro), Aldo Augusto (dia 9/09/09), Cléa Eunice (16/09), Barão do Fragata (26/09), o neto Alan Figueiredo (1º de Outubro) e Tânia Catarina (dia 8),candidata à uma vaga na Câmara Federal, “Parabéns”, bolos, beijos e abraços; também foram contemplados com o mesmo carinho, Márcia (16/09), a vizinha favorita, e Luiz Amorim (dia 4), o amigo de todos. Além do patriarca, professor Argemiro, foram lembrados Lucy Dane (dia 02) e Oldomar (14), também setembrinos (com Canjo, o Tim, completariam a prole de onze filhos do casal). Como se vê os ausentes mais presentes do que nunca, na lembrança e no bate-papo.

E as agradáveis presenças dos não-aniversariantes e dos amigos Lourdes Soares e os filhos Léo, Bruno e Camila (também Santana e sobrinhos da Lúcia Maria); as senhoras Dulcinéia e Dilma Aragão; a escritora Sandra Quintella e o filho, repórter, poeta e boêmio Bruno Quintella (também neto da matriarca); D. Maria “Caíca” da Luz e os Amorim, Lizete, Larissa e Fernando, com a namorada Carla; Thiago com Ingrid Souza Lima; e Alessandra com o marido Felipe Amorim. Nádia Figueiredo os filhos (Alver Chamon e Nívea), o genro (Alessandro), a nora (Renata) e netos Nayra e Hugo, mais Caio. João Muri, Maria Júlia (Letícia), Joana e João Marcelo. Érica e Wallace Vieira. Danilo Góes. Cecília , os filhos Vinicius, Bianca e o genro Fábio Guilherme.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Não adianta chorar

Um dia o acordeonista, cantor e galã Ireno Machado* pegou um velho caderno de anotações com alguns pretenciosos versos, que eu tinha intenção de transformá-los em canções. Tomando conhecimento das minhas intenções, abriu aleatoriamente numa página, leu os versos abaixo e, em seguida, desenhou uma linha melódica para eles...com direito a coral e grande produção...


Desta vez não há razão
P'ra Você reclamar
Que vive na solidão
Amor eu quis lhe dar
Mas, Você não quis }bis
meu amor aceitar }

Vai ficar sozinha outra vez
Nunca mais p'ra Você vou voltar
Vai pagar pelo que me fez
Não adianta chorar } bis


*Pai do artista-plástico Vladimir Machado, que nós, especialmente o eu e o Canjo, escolhemos como irmão.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

UM DIA DE REI

DIA DOS PAIS


Meu dia dos pais não tem a mesma conotação que tem para a maioria, se não pelo fato de me reunir mais uma vez mais - e nunca é demais - com meus filhos; e, pelo caráter comercial que a data tem hoje, vira festa com direito a almoço e presentes. Uma camisa, um tênis, etc... e isso faz esse dia ter um significado próprio e muito festivo.

Ontem, foi apenas um dia desses. Tão especial, quanto os dias em que nos reunimos todos na casa da D. Maria do Carmo, matriarca da nossa família para aquelas comemorações tradicionais: dia das mães, aniversário de um ou de outro, almoço do Natal e do Ano Novo, o casamento de alguém tão próximo.

Tão especial mesmo como um dia sem qualquer comemoração especial, em que nos reunimos aleatoriamente, sem programarmos e nos vimos juntos em Araruama, Rio das Ostras, qualquer lugar... Chamei a mea-culpa porque nunca me reuni com meus filhos para trocar opiniões, contar da nossa rotina no trabalho e falar das nossas metas e, nem mesmo extravasar nossos descontentamentos, botar pra fora nossas frustrações, criticar nossos defeitos, reclamar das injustiças pra tudo e nem procurar ombro um do outro, a palavra amiga e a solução paliativa, porque esses são apenas, mas importantes, gestos de apoio moral e não de solução prática ou material. Questionei intimamente minha presença paterna. E encontrei o auto-perdão pelo fato de hoje eles estarem adultos, formados e empregados. Tô me penitenciando com um copo de cerveja e um brinde com meus filhos. Comodamente...

Sempre a solidariedade, o carinho e o amor materno ditando mais alto e colocando ordem no destino de cada um de nós...

Ontem, como tem sido nos últimos anos, o dia dos Pais foi meu dia de rei. A atual idade é a minha coroa dessa monarquia. Fui almoçar com meus filhos, Alessandra e Thiago, que trocaram com seus respectivos marido e namorada, alvarás de liberdade condicional e restrita para fins de comemorar o dia dos Pais, cada qual com seu progenitor. Foi uma decisão realmente democrática, em que a ditadura da maioria não venceu. Foi a vitória da democracia que contempla a todos indistintamente.

Não tenho dúvidas de que Deus nos legou, a mim e minha mulher, uma das maiores fortunas que se pode merecer. As nossas origens nos legaram uma riqueza que jamais nos será subtraída: o caráter, o que aprendemos e o exercício de viver. Esse legado é o resultado da família que nos formou e da família que formamos. Duplamente premiados, Deus nos legou Alessandra e Thiago. E com um tesouro desses, qualquer pai, não é um pai qualquer. É um rei! Eu era um rei e não sabia. Ontem, com mea culpa ou culpa inteira, fui definitivamente coroado. Assim, diz meu coração.

Rio, 10 de agosto de 2009

domingo, 9 de agosto de 2009

AS MÍNIMAS DO BARÃO

Para duas coisas não tenho tempo: sentir saudade e morrer. Saudade é lembrança doída e entristece. Chega! E não sei se depois de morto, se pode curtir recordações, que são lembranças daqueles momentos felizes que alimentam a alma durante a nossa vida.

Qualquer empregado que receba um salário mínimo, mesmo não fazendo nada, já está recebendo menos do que merece. Exceto se for puxa-saco. Aí estará ganhando demais.

Nepotismo é empregar vagabundo e incompetente. E parente e político, que se servem desse expediente, não passam de corruptos.
NAQUELE TEMPO...

A Gazeta de Notícias funcionava na rua Leandro Martins, atrás do Colégio Pedro II. Sempre, ia lá levar a coluna do Evaldo Lemos e uma entrevista produzida pela Rizeth Garcia. “Balaio” era uma coluna diária assinada com pseudônimo de Valdo Silveira, na verdade nosso “homem pra toda obra”, inclusive fazendo às vezes de office-boy. A matéria da Rizeth era semanal e fazia questão que eu entregasse pessoalmente para passar sugestões de diagramação. O nome do profissional do setor era o jornalista Paulo Francisco. O editor-chefe era o bigodudo, gordo e gauchão Osmar Flores, sempre pigarreando – não dispensava uma pinga, – com um cigarro pendurado no canto da boca, Arthur Oscar e o sisudo Antonio Lemos, hoje no jornalismo da Super Tupi.

Juntamente com Lemos, Paulo Francisco ficava até tarde às sextas-feiras para o fechamento das edições de sábado e domingo e ainda fazia o adiantamento da edição de segunda-feira. Testemunha do sufoco, me oferecia para ajudá-lo no “gilete-press” – que era apenas copidescado ao nosso estilo. Percebendo a pressão imposta pelo tempo e as dificuldades de pessoal e grana, sugeri uma coluna nova, sem prejuízo de ajudá-lo sempre que pudesse. Em vez de uma coluna diária, passei a ser responsável por duas no ano seguinte. Para quem trabalhava com divulgação cultural e artística, era indispensável não depender da vontade dos coleguinhas (muitos dos quais sempre nos olhando atravessado) para divulgar material de interesse social e público, embora se retribuísse um ou outro dono de botequim com uma notinha.

Os hipócritas de plantão, por conta disso, chamavam-nos de “picaretas”, mas normalmente vinham comer e beber na nossa mesa. Dissimulam os interesses escusos para os quais usavam (e ainda usam) seus espaços na imprensa. Alguns estendiam suas frustrações e incompetência dizendo que o colunismo social é anacrônico e atacando colunistas consagrados. Um dos alvos recentes da inveja e da hipocrisia foi a jornalista Hildegard Angel.

Stanislaw Ponte Preta e Antonio Maria, um criou e outro adotou (ou vice-versa), o termo sutil para aquelas notinhas etílico-gastrônomicas – picadinho-relations – e mesmo tirando sarro, publicavam as que fossem mais interessantes, especialmente as de coquetéis festivos, lançamento de livros e discos, que normalmente ocorriam em bares e restaurantes. Assim deletando qualquer mea-culpa que pudéssemos e pudessem nos imputar.


Texto do livro comemorativo dos 50 anos de jornalismo do repórter que vos escreve.