sábado, 12 de abril de 2008
sexta-feira, 21 de março de 2008
... sócio de bandido!
... o vendedor de produtos roubados e falsificados, colocados nas ruas para lavar dinheiro do narcotráfico.
... o comprador de produtos roubados e falsificados, colocados à venda pelos camelôs para lavar dinheiro do narcotráfico.
... quem pactua com os camelôs, mesmo autorizados, mas que irregularmente ocupam o espaço do pedestre, desrespeitando o direito de ir e vir da população.
quarta-feira, 19 de março de 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
"A versão oficial tem pernas curtas"
"Não há vida honesta na política"
"Quando um amigo faz um pedido, p'ra mim é uma ordem e faço o possível (e até o impossível) para cumpri-la; quando o patrão dá uma ordem, considero um mero pedido, que me permite a opção de atender ou não". *
"A consciência é meu juiz e meu carrasco. Um sentecia a pena e outro executa. Não há chance de eu ficar impune".*
*Do "Pensamento Vivo" do Barão incluído em 21/03/2008
sábado, 22 de dezembro de 2007
Viagem ao meio do mundoRicardo Fonseca (D), editor da revista BEIJA-FLOR de Nilópolis - uma Escola de Vida, na foto com o fotógrafo romano Augusto Pedoni (E), brindou-me com o convite para conhecer Macapá, capital do Amapá, que completa 250 anos de fundação, justamente no dia 4 de fevereiro, quando a escola nilopolitana estará apresentando o enredo "Macapaba, Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo", embalado pelo belíssimo samba de J.Veloso, Gilson Dr, Cláudio Russo e Carlinhos Detran, que lá pelas tantas manda o inspiradíssimo verso "..quem foi meu Deus, que fez do barro poema/e que fez o Criador se orgulhar?" numa homenagem aos ceramistas locais, prováveis precursores da arte marajoara.
Foi uma estadia maravilhosa, na Pousada Ekinox, anexa ao consulado francês, e uma agenda cheia de compromissos oficiais, isto é, cheia de...trabalho, porque o motivo da viagem era fazer reportagens sobre a capital amapaense. E também cheia de compromissos extra-oficiais, que foi o de, unindo o útil ao agradável, passear e curtir a cidade. Inclusive, diga-se de passagem, curtir a festa dos 50 anos dos compositores, músicos e interpretes Joãosinho Gomes e Val Milhomem, que recebiam entre outros - num total de 50 artistas da região e de fora dela - como Sá (sem Guarabira, que perdeu o vôo), Janec Duboc, Sebastião Tapajós, Lulih e Lucinda, Leci Brandão e ...Thiago de Mello, que recitou uma obra-prima da literatura e poesia, o seu "Estatuto do Homem", durante o show em homenagem a J.Gomes e Val, realizado na Fortaleza de São José de Macapá, guardiã do Brasil colonial.
O prefeito João Henrique Pimentel e sua mulher, a deputada federal Lucenira Pimentel, abriram as portas da casa oficial e receberam-nos com fidalguia e hospitalidade. À noite, o prefeito Pimentel - muito cumprimentado pela população, levou o trio para conhecer a orla do maior rio do mundo, o Amazonas. Antes de deixarmos a casa, o prefeito brindou a todos com peça (acrílico sobre tela), pequena, porém expressiva, do artista-plástico Wagner Ribeiro, denominada Lagoa dos Índios.
Quem também recebeu o trio, foi Alberto Pereira Góes, pesquisador, historiador, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae e Secretário Especial de Desenvolvimento Econômico, que está empenhado em fixar um conceito de identificação para o Estado - a Amapalidade, através da sua produção artística, cultural e científica. Ele ressalta as peças de cerâmica amapaense, reconstituídas em pesquisas nos já reconhecidos sítios arquiológicos, como precursoras da cerâmica marajoara. Defende a preservação da selva amazônica, que absorve quase 70% do estado e, especialmente, estimula os investimentos na pesquisa da fauna e flora, que já resultou na vela de Urucuri - repetelente aos mosquitos aedes e anophelles, da dengue e malária, descoberta pelos professores do Instituto dePesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (IEPA), que produz diversos outros produtos como os sabonetes (glicerina) de Jucá, Copaíba, Andiroba, etc. cicatrizantes, antiflamatórios e antisépticos; as tinturas de Alho,Gengibre e Gergilim (para tratamento da circulação e hipertensão), Muirapuam (reumatismo), Pariri (anemia), Veronica e Barbatimao (inflamações uterinas), Pata de vaca (controle do diabetes), entre outros.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Você teve uma grande avó, Rosa, e tem outra, vó Maria, além de sua mãe, todas pessoas grandiosas, que foram e são exemplos de mulheres, mães e cônjuges, que toda a filha pode seguir. Essa é uma das mais nobres missões que Deus deu à sua mãe e avós. Esse é o grande legado elas passaram para Você.
Você testemunhou, aprendeu e, com seu arbítrio, escolheu entre todos os exemplos que elas demonstraram, aqueles que norteiam seu presente e nortearão seu futuro. Com alguns desses exemplos, você forjou uma personalidade inquestionável, lapidada com esmero até se transformar num verdadeiro diamante vivo que reflete sempre o brilho do melhor que Você tem, como pessoa, filha, irmã, neta e amiga dos seus amigos: caráter!
Na carona da vó Maria, creio que agreguei valores. E, sem modéstia, acho que colaborei, ajudei e somei. Se não foi bem assim, dê o justo desconto, porque à elas você deve permanente gratidão. Beijos.
Felipe,
É fácil entrar, ficar e sair de uma família. Sair dela, felizmente, só é díficil quando o vínculo é maior do que todas as crises. Nessas ações não interferimos, questionamos, ou fechamos a porta. Mas estaremos sempre apostos para compartilhar e dividir responsabilidades.
No seu caso, foi fácil chegar a nossa família, portanto torcemos que seja tão bom ficar nela e só deixá-la se Deus assim quiser. Sabemos das suas origens e da admirável família de onde Você vem. Seja bem-vindo.
Pedimos para a luz do Criador iluminar, como fez até aqui, essa nova fase de vida que se anuncia para Você e nossa Alessandra. Temos fé em Deus, que vai iluminar, abençoar, guardar e proteger Vocês, hoje e sempre.
Saúde, paz, sorte e felicidades!!!
23 Nov 2007
Livro de presenças
sábado, 13 de outubro de 2007
1. O poetinha maior, Vinicius de Moares, disse que os bares estão cheios de homens vazios. Sem querer contrariar, acho que os bares também estão cheios de homens cheios de esperança. Eles não bebem p’ra esquecer, mas para, quando, de repente, curados do porre, se redescobrirem e gritarem para si mesmos e para o mundo: “Estou vivo!”, “Estou vivo!”
2. O Bar Esperança, o último que fecha, do filme de Hugo Carvana, o mais carioca dos cineastas, não sei se existiu mesmo. Digo como locação, pois o cenário lembra muito o centenário Bar Luiz , da Carioca, ou mesmo a antiga Cavé (hoje totalmente remodelada e diferente sem perder seu estilo). Se o Bar Luiz, nem a Cavé foram locações da fita, provavelmente o cenário foi inspirado num desses muitos bares da Cidade, que naqueles sofridos anos 70/80, abrigavam todas as angústias e aflições da população. Felizmente, o espírito carioca, sobreviveu apesar da mordaça que a Revolução Redentora impunha a todos.3. Muitos bares daquela época não fechavam. Até fechavam, porém quem estava dentro até podia sair, mas quem estava fora não podia entrar, como o Antigamente, em Botafogo. Tinha os que não fechavam mesmo porque não tinham portas, como o Carlitos na Lagoa, o Mamma Mia na Prado Junior, funcionando direto. O que inventou o mote, e ficava ali no Leblon, na Cupertino Durão, só conseguia amanhecer aberto por que não tinha portas, mas encerrava o expediente cedo.
4. O Antigamente foi um dos últimos bares onde Clara Nunes passou antes de subir p’ro andar de cima, depois de um show no Teatro Opinião, como atração da “Noitada da Samba”, promovida por Leonides Bayer e Jorge Coutinho. Não é um dado biográfico, por isso não deve estar no recém lançado livro do jornalista Wagner Fernandes, com prefácio de José Louzeiro, “Clara Nunes – Guerreira da Utopia” (Ediouro, 372 pgs, R$ 49,90).
5. Nas mesas de bares, os poetas se revelam no torpedo entregue pelo garção à paquera, com o número do telefone ou uma declaração de amor rabiscada no guardanapo. É na mesa de bar, onde os planos são plantados na alma, p’ra não sofrerem solução de continuidade. A esperança é combustível para o sonho não parar pelo caminho. Nos bares, daqueles tempos, a esperança estava no ar, tinha sabor de cerveja e cheiro de fumaça. E gordura. E saía arrastada e cambaleando pela manhã afora, sol na cara e olhos semi-cerrados. O porre podia ser curado com um mergulho no mar ali em frente, com roupa e tudo, mas a esperança se mantinha viva e guardada nos recônditos do cérebro para despertar no coração e na alma daqueles que não nunca desistem do sonho.