sexta-feira, 22 de agosto de 2008

PHILOSOPHIA DE ALMANAQUE

"Meu lugar no purgatório está garantido.
Jamais irei para o inferno, porque não sou bandido;
Jamais irei para o céu, porque não sou santo".


"Não aprecio os chatos tanto quanto tenho apreço pelos perfeccionistas,

mas não quero ser nem um deles".

"Eu sou a ovelha branca da família.
E acho que não é uma coisa da qual ela deva se orgulhar".

sábado, 9 de agosto de 2008

OLHAI, A BOOOOOOOOOA!!!


Juliana Paes, a "Maíra", da novela "A Favorita", é idem da turma que não dispensa aquela boooooooooa!! ali no bar do Ronaldo próximo à Cidade do Samba.
Não fora eu apreciador da boooooooa!!! da qual Juliana é garota propaganda, beberia assim mesmo dessa gostosa lourinha em homenagem à beleza e ao talento da Juliana.
Ela abdicou do trono de rainha da bateria da Viradouro a favor de um sortudo que será oficialmente (isto é, no papel e etc.) seu marido, a partir de setembro.
Juliana sai da novela do Emmanuel, para voltar em "Caminho das Índias", que está sendo escrita pela competente e maravilhosa Glória Perez.

sábado, 26 de julho de 2008

VOTO DE HONRA

GABRIELA SOU DA PAZ

CLEYDE PRADO MAIA, que se empenhou numa luta incansável pela condenação dos assassinos de sua filha GABRIELA SOU DA PAZ, e se dedicou às campanhas contra o crime, além prestar solidariedade a parentes de vítimas da violência que tomou conta do Rio, foi indicada para o 2º Prêmio Tudo de Bom d’O DIA, na categoria Personalidade/Atitude Social. A indicação feita pelo cantor Tico Santa Cruz (vencedor em 2007), a atriz Heloisa Périssé, o carnavalesco Milton Cunha, Marcus Montenegro e a jornalista Karla Prado, deve ser homologada pelo público através da rede pelo site O Dia Online até 30 de julho. Votar nela é votar pela paz.
O Barão responde:

O que o Brasil tem de melhor?
A sua exuberante natureza – a Serra da Mantiqueira, a Mata Atlântica, o Pantanal, a Amazônia, as praias de Norte ( Iracema/CE) a Sul (Torres/RS) do País, mais o Corcovado, Pão de Açúcar, enfim sua exuberante natureza!

O que o Brasil tem de pior?
O povinho que nos restou. O pior dos piores. De comportamento condenável, mas impune. A história acabou espalhando que aqui "em se plantando tudo dá": o povinho plantou violência, corrupção, em todos os níveis sociais e políticos. E agora só Deus p'ra nos proteger. Resta um consolo; nos países de primeiro mundo, o povo não é lá essas coisas. Enfim, os povos estão todos abaixo do nível aceitável. O azar é das exceções que têm que conviver com milícias, traficantes, politicos e outros criminosos. Aos que esqueci de saudar aqui, considerem-se incluidos.

Particularmente do que Você mais gosta no País ou na sua cidade?
A visão que se tem de Copacabana, da varanda do Marimbás; e da Cidade Maravilhosa, do varandão do Peixe Frito ali de Icaraí (Niterói).

E do que Você menos gosta?
Da sujeira das ruas, do desrespeito ao trânsito, da omissão das autoridades; mas, isso tem tudo a ver, com o povinho que habita por aqui. Excluo a mim e a você que nos lê, afinal quem lê sabe mais e tem obrigação de ser melhor.

Uma referência de dignidade deste País?
Dom Helder Câmara – Arcebispo de Olinda e Recife.
MEMÓRIA

Irmãos, amigos desde a infância

Itaqui-RS, 1955 - Saltamos do ônibus e a poeira avermelhada ainda em ebulição cobriu-nos por inteiro. Sol a pino e verão quente. Afastamo-nos com a pequena sacola, que era toda a nossa bagagem, tossindo e nos protegendo da poeira. Arcanjo, 4 anos, cerrou os olhos e virou o rosto para um lado, com o braço dobrado sobre a testa. Eu, 9 anos, abanei a poeira para poder enxergar melhor. Esperamos o ônibus ir embora, a poeira baixar e a visão melhorar para fazer o reconhecimento do local. Não era uma visão nova para nossos olhos, tínhamos atravessado as coxilhas de quase todo o Rio Grande, quando nosso pai fora transferido de Pelotas para Uruguaiana. Foram dois dias de viagem, cortando os pampas no trem noturno, debaixo do Minuano, frio seco que sopra no inverno, e vislumbrando deslumbrados as paisagens enquanto a claridade permitia. Mas estar agora, ali no estradão, na segunda viagem que fazíamos juntos, desta feita, somente os dois, era uma emoção diferente. Como a experiência de atravessar o rio Ibicuí numa balsa. Todos os passageiros tinham que desembarcar. Havia a preocupação, um com o outro, de não nos perdermos durante essa baldeação e a confusão de gente, carros, caminhões e o nosso ônibus.
Agora, apenas duas léguas de campo verdejante afastavam-nos do estradão e da pequena casa de barro e sapé. Já, mesmo sem a poeira, mal dava para distingui-la ao lado do grande galpão de alvenaria com um apartamento (a modernidade já tinha chegado à velha estância, onde meus avós moravam e sobreviviam como peões-caseiros). Dois cavalos encilhados e amarrados na porteira, com soféu comprido pastavam indiferentes ao resto do mundo. Tínhamos que pedir auxílio ao compadre dos nossos avós, que morava do outro lado da estrada – o estradão cortava a estância em duas enormes áreas para criação de gado ovino e, especialmente bovino – e ele, o Compadre, era uma espécie de porteiro. Precisávamos que ele segurasse os cavalos e nos auxiliasse na montaria. Tínhamos menos de metro e 20 cm de altura e dificilmente montaríamos sozinhos, uma vez que nunca tínhamos chegado perto de cavalo algum.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

PENSAMENTO VIVO



Há, ainda hoje, uma injustificável competição interna, entre os profissionais de imprensa, e outra, externa entre veículos, como garantia de maior vendagem do jornal ou revista. É a busca do furo (notícia em primeira mão) custe o que custar, doa em quem doer.
Na prática, o furo não é essencial à venda, na medida em que o veículo não se preocupar com a veracidade do que informa. O público cada vez mais exige ética, veracidade da informação, enfim, exige respeito. O leitor não aceita mais ser substimado em sua inteligência e interesse de ser bem informado. O que a imprensa convencional tem que fazer é mostrar a versão mais completa e mais rica do fato para manter sua clientela (leitor agora é cliente (!).
O jornalismo não só é a mais perigosa de todas as profissões, mas também é a mais generosa.

O jornalismo abriga o estagiário, o aventureiro, o desempregado e até o profissionais de outras áres - em busca do complemento salarial. E dentro dessa generosidade os revela, os prepara, os amadurece intelectual e profissionalmente. E essas pessoas quase sempre acabam retribuindo com seu talento e genialidade. O barnabé Lima Barreto, o burocrata Machado de Assis, o advogado José Alencar, o bancário Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), o sertanejo Graciliano Ramos, o quase químico Ary Vasconcelos, o arquiteto Marcos Vasconcelos, todos tiveram seu espaço na imprensa, vieram de outras profissões e fizeram do jornalismo o grande elo com seu futuro de conquista intectual e foram consagrados estes na literatura e, outros, como Luis Carlos Barreto, no cinema
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