Sempre fui louco pelo rádio
Ainda morando no interior, acompanhava, pela rádio Nacional do Rio, a novela O Direito de nascer, de Felix Caignet, bem depois As Noivas Morrem no Mar de Janeth Clair, e o seriado Jerônimo, o herói do sertão de Moisés Weltman; os programas de auditório de Manoel Barcellos, Paulo Gracindo e César de Alencar. Pela Farroupilha, ouvia o Rodeio Coringa, com Walther Broda e Pinguinha, o conjunto Farroupilha e os Irmãos Bertussi. Na Charrua, de Uruguaiana, as crônicas do radialista Mário Pinto, sob o título Acontece cada uma, mas acontece. E ele sabia de cada uma?!
Chegando ao Rio, descobri a Mayrink Veiga e a Mauá, a emissora do trabalhador, ambas se transformaram nas líderes da rede da Legalidade, com mais de cem emissoras em todo o Brasil – criada por Brizola para garantir a posse de João Goulart, vice de Jânio Quadros, que havia renunciado. Virei “macaco de auditório”. Ia, diariamente, com a marmita debaixo do braço, e almoçava durante o programa “Pensão do Salomão”, apresentado por Jorge Murad.
No alto das escadarias externas do Ministério do Trabalho, de onde Raimundo Nóbrega de Almeida transmitia os programas especiais e apresentava Elza Soares, atração permanente da rádio Mauá, então revelada pelo sucesso de sua primeira gravação, Se Acaso Você Chegasse (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins) .
IVONE MOTTA
A radialista Ivone Motta comandava o Clube das Donas de Casa, pelas ondas da Rádio Metropolitana. O locutor Bermuda Junior e o repórter Roulien Silva eram da sua equipe. Convidou-me para fazer um quadro de fofocas, todas as sextas-feiras, nos dez minutos finais do programa. Sugeri falar sobre folclore e denominei o quadro de Minha Terra, Minha Gente, pensando em fazer duas homenagens de uma só tacada: ao professor Aroldo de Azevedo e ao poeta-cantador Luiz Vieira. O livro Geografia do Brasil, que me acompanhou no ginásio, tinha um capítulo com esse título, que lembrava também o programa do menino de Braçanã, atualmente transmitido pela Rádio Carioca-Rio: Minha Terra, Nossa Gente.
Emissora de alcance restrito, isso não impediu que eu recebesse correspondência de todo o Brasil, inclusive presentes típicos como gibão, tacapes, berimbaus, pingas locais e livros de cordel, além de farto material informativo sobre a programação das festas tradicionais de Norte a Sul. Às vezes, propositadamente, Ivone Motta pedia para eu abrir o programa, e dessa forma, generosamente me dava uma maior oportunidade de realizar meu sonho de fazer rádio.
Carnaval de reconhecimento
Anos depois, o radialista Sebastião Valentim, um dos produtores da Super Rádio Tupi, especialmente da Patrulha da Cidade, me levou para a rádio Continental, onde chefiei o departamento jornalístico, o tempo suficiente para faturar algum reconhecimento. Fizemos a cobertura do Carnaval com uma equipe de 50 repórteres, durante toda a semana que antecedeu o evento até último dia de desfile, não deixando escapar informação alguma sobre tudo que aconteceu no período. O noticiário era acompanhado pelos colegas da imprensa que faziam contato conosco, constantemente, para confirmar notícias ou pedir informações sobre novos fatos, que repercutia no resto da imprensa nos informativos seguintes ou nas edições do outro dia. Um dos repórteres era Luiz Ernesto Magalhães, de O Globo, então estagiário dos Cadernos Especiais da UH, uma picaretagem dos “irmãos Metralha”, que sucatearam o jornal e fugiram sem pagar ninguém.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
CIRCULADô
terça-feira, 20 de julho de 2010
AVISO
Qualquer dia eu largo tudo, tudo
E me mando bem p'ra longe de Você
Já não agüento esse ciúme exagerado
Esse seu jeito de querer me controlar
Qualquer eu largo tudo, tudo
Cresço e desapareço
Nasci com essa mania
Não suporto viver preso
Nasci com esse gênio
De querer viver a vida
Da minha maneira...
Se Você me entender
Me terá sempre ao seu lado
E terá o meu amor a vida inteira...
A vida inteira...
E me mando bem p'ra longe de Você
Já não agüento esse ciúme exagerado
Esse seu jeito de querer me controlar
Qualquer eu largo tudo, tudo
Cresço e desapareço
Nasci com essa mania
Não suporto viver preso
Nasci com esse gênio
De querer viver a vida
Da minha maneira...
Se Você me entender
Me terá sempre ao seu lado
E terá o meu amor a vida inteira...
A vida inteira...
domingo, 4 de julho de 2010
ALBUM DE FAMíLIA
Meu filho e Danielle
Em tempo de comemoração, Thiago completou seus 30 anos dia 19 de junho, com muitos queridos amigos,todos recepcionados pela irmã Alessandra e Luis Felipe (seu sócio na TFL Parts)e a mãe, Lúcia Maria. Tudo em clima de Copa, com direito a churrasco, caraoquê, cervejada, caipirinha de verdade, sorteio de uma bola oficial.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
O MAU FILHO VOLTA PARA CASA
“Eu sou o cara que foi sem nunca ter sido. Botei o pé no mundo, mas deixei minha alma em casa, no caso de me arrepender, voltar, a qualquer dia, qualquer hora. E sempre voltei. O mau filho à casa torna. Sem um mínimo de arrependimento por mais inconseqüentes tenham sido minhas atitudes. Eu não aceito me arrepender das coisas que eu fiz porque quis. Mas entendo que fiz muita coisa errada. E, portanto, devo ter aberto feridas no sentimento das pessoas que me amavam, ou ainda me amam. Eu também fui me machucando em cada bar, em cada esquina, em cada estrada... Não é por orgulho, nem por arrogância que não peço perdão. Acho que perdoar é dom de quem está bem acima do meu nível de competência. É coisa tão nobre e tão divina...que a única pessoa, mesmo que pense não ter esse poder, que pode absolver alguém de um erro, ou de um pecado, é a mãe da gente.”
“Eu sou o cara que foi sem nunca ter sido. Botei o pé no mundo, mas deixei minha alma em casa, no caso de me arrepender, voltar, a qualquer dia, qualquer hora. E sempre voltei. O mau filho à casa torna. Sem um mínimo de arrependimento por mais inconseqüentes tenham sido minhas atitudes. Eu não aceito me arrepender das coisas que eu fiz porque quis. Mas entendo que fiz muita coisa errada. E, portanto, devo ter aberto feridas no sentimento das pessoas que me amavam, ou ainda me amam. Eu também fui me machucando em cada bar, em cada esquina, em cada estrada... Não é por orgulho, nem por arrogância que não peço perdão. Acho que perdoar é dom de quem está bem acima do meu nível de competência. É coisa tão nobre e tão divina...que a única pessoa, mesmo que pense não ter esse poder, que pode absolver alguém de um erro, ou de um pecado, é a mãe da gente.”
50 ANOS: REPóRTER, PROFISSãO PERIGO
Meio século depois, olho o passado, vejo que valeu a pena e que há muito a se fazer e são poucas as oportunidades...
As desilusões trouxeram dores que se desfizeram diante daqueles que abriram o coração generoso e não me permitiram chorar
Não sei se realizei a missão que o destino me reservou, mas algumas etapas foram superadas;
Cai e levantei, sozinho e/ou com a ajuda de uma mão amiga
O Sol iluminou minhas decisões e a chuva alentou minha ansiedade, diante das intrigas e das injustiças;
E me deu coragem para aceitar meus erros, rever minhas avaliações e dar um crédito de confiança àqueles que me julgaram indevidamente
Não sei dos amigos que fiz, mas continuarei semeando a fraternidade porque poderei identificá-los em cada homem de bem,
Depois de meio século, eu tenho pequenos grandes motivos para comemorar o fato de poder recomeçar sempre porque, graças a Deus, me é permitido perceber a grandiosidade nos pequenos ensinamentos que a vida me ofereceu
E o mais importante deles: não desistir nunca!
Não desistir de reviver sob às bênçãos Divina, a felicidade que encontrarei ...
toda vez que o arco-íris colorir meus sonhos,
em cada música que me faça cantar e dançar,
em cada vez que Lua promover uma serenata no meu coração...
em cada estrela que brilhar para me orientar no breu da noite.
Toda vez que a paixão pelos grandes amores, que fizeram minha vida valer a pena, cutucar meu coração, será tempo de comemorar e continuar...
A vida começa aos 50.
Meio século depois, olho o passado, vejo que valeu a pena e que há muito a se fazer e são poucas as oportunidades...
As desilusões trouxeram dores que se desfizeram diante daqueles que abriram o coração generoso e não me permitiram chorar
Não sei se realizei a missão que o destino me reservou, mas algumas etapas foram superadas;
Cai e levantei, sozinho e/ou com a ajuda de uma mão amiga
O Sol iluminou minhas decisões e a chuva alentou minha ansiedade, diante das intrigas e das injustiças;
E me deu coragem para aceitar meus erros, rever minhas avaliações e dar um crédito de confiança àqueles que me julgaram indevidamente
Não sei dos amigos que fiz, mas continuarei semeando a fraternidade porque poderei identificá-los em cada homem de bem,
Depois de meio século, eu tenho pequenos grandes motivos para comemorar o fato de poder recomeçar sempre porque, graças a Deus, me é permitido perceber a grandiosidade nos pequenos ensinamentos que a vida me ofereceu
E o mais importante deles: não desistir nunca!
Não desistir de reviver sob às bênçãos Divina, a felicidade que encontrarei ...
toda vez que o arco-íris colorir meus sonhos,
em cada música que me faça cantar e dançar,
em cada vez que Lua promover uma serenata no meu coração...
em cada estrela que brilhar para me orientar no breu da noite.
Toda vez que a paixão pelos grandes amores, que fizeram minha vida valer a pena, cutucar meu coração, será tempo de comemorar e continuar...
A vida começa aos 50.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
P'ra Você
Distraidamente,
me deixei levar pela saudade
De repente sem saber nem mesmo porquê
Balbuciei seu nome,
sem razão e nem motivo
Até parece mesmo que eu vivo
Perdidamente apaixonado por Você
me deixei levar pela saudade
De repente sem saber nem mesmo porquê
Balbuciei seu nome,
sem razão e nem motivo
Até parece mesmo que eu vivo
Perdidamente apaixonado por Você
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